olha, eu gosto tanto de você, mas tanto gosto de você, que resolvi escrever o quanto gosto de você no bloco de notas. é diferente escrever aqui porque, a medida que eu vou escrevendo aqui, as coisas vão sumindo ali do lado e quando esse texto terminar provavelmente eu já vou ter esquecido o que eu escrevi no início. que coisa estranha tudo numa linha única, como o bloco de notas deixa, imagina que chata seria a vida se ela fosse só uma linha e as coisas sumissem ali assim como acontece aqui no bloco de notas. eu gosto tanto de você, mas tanto gosto de você que periga eu lembrar da primeira vezinha que cê me curtiu no Facebook, eu lembro era de uma música que anunciava o fim do mundo, mas pra mim aquilo foi como sentir o gosto de uma coisa que eu nem imaginava que gosto teria.eu gosto tanto de você, mas tanto eu gosto de você que se você não me curtir mais no Facebook eu vou dizer que não fiquei triste porque a minha amiga disse que eu tenho que parecer fortão e não ligar pra essas coisas, mas eu quero te ligar agora e perguntar o porquê de você não me curtir mais.
Tuesday, November 22, 2011
Bloco de Notas
Wednesday, November 02, 2011
Cuba Livre*
Esses dias eu li uma pesquisa onde era provado por A+B que ver uma mulher bonita é equivalente a usar algum tipo de droga. É um lance de a mesma área do cérebro ser estimulada e em mesma quantidade. Enquanto lia aquilo, eu pensava que ali estava a resposta do porquê de eu gostar tanto dessa moça. Não por aquele papo de eu ser viciado nela, não poder viver sem ela, essas coisas. Eu simplesmente me sinto extremamente feliz quando a vejo, faz muito bem pra essa tal área do meu cérebro quando ela passa com aquele ar de quem gosta de ir pra Cuba.
Desde que eu a vi em uma festa qualquer por essas bandas, procuro saber sempre onde ela está. Não por ser apaixonado por ela, querê-la para sempre, ter filhos, eu simplesmente gosto de estar no mesmo ambiente que ela, vê-la passar por onde estou e admirar a sua beleza descolada – sem forçar uma descolagem – por alguns segundos. Depois disso, eu vou embora e sigo a minha vida, sem que ela saiba quem eu sou. Ou pelo menos era assim.
Tem vezes em que o ser humano, talvez por instinto, faz umas coisas engraçadas. Mesmo sabendo que uma panela está – muito – quente, a gente toca. Se queima, óbvio, o universo não está nem aí para a nossa idiotice. Mas o que eu quero dizer é o seguinte: Tem vezes em que a gente sabe que algo vai dar errado, mas segue em frente, sei lá porque diabos. Foi exatamente o que eu fiz com essa moça. Eu estava parado no bar. Ela também. Eu estava bêbado. Ela eu não sei. Por uns dois minutos eu matutei se de fato deveria fazê-lo, mas o fiz, virei pro lado e falei com ela. Eu falei com ela, caro leitor! E por quê? Ela é até do meu tamanho, a gente nunca poderia ficar juntos. Mas falei, falou tá falado, então não tinha pra onde correr. Contei toda a história de eu admirá-la de longe e ela disse que até sabia quem eu era (!), mas que não me seguiu de volta no Twitter porque não me conhecia. Totalmente perdoada.
Após de fato conhecê-la, agora vivo um dilema parecido com aquele que antecede o vício em drogas. Não sei se experimento ou se permaneço com a minha vida inalterada. Até o momento, eu tive contato apenas com aquilo que é bom nessa moça, mas, infelizmente, quando o mundo foi criado e, após algum tempo, as relações humanas, não houve uma mutação que fizesse a gente saber a hora de parar. Algo que dissesse “não, Leon, agora tu foste longe demais. Volta”. Se essa mutação tivesse ocorrido, eu viveria feliz com as coisas boas que sei sobre essa garota e usuários de drogas não se viciariam nestas. Ainda há tempo para correções.
Agora eu estou aqui, escrevendo essa palavra e mudando os meus objetivos para com essa moça que vem só nos fins de semana para Pelotas. Eu vou achá-la linda três dias por semana e no restante ficar esperando ela voltar para dar descanso ao coração. Por que o que sinto por essa moça é como a cor do cabelo dela: Não é algo definido, mas é bonito. Não é isso que importa?
* Esse texto faz parte do Livro Ainda sem Nome. Não esperem mais spoilers das coisas inéditas presentes nele.
Monday, October 31, 2011
Oxigênio
Saturday, October 22, 2011
Copa
Thursday, September 08, 2011
100

Tuesday, August 02, 2011
Saturday, April 30, 2011
Friday, April 08, 2011
Manifesto em prol dos docinhos
Nego escreve uma poesia, uma crônica ou uma historinha expressando seus sentimentos e lá vêm os chatos tascarem um carimbo “texto de corno” ou “texto de quem não come ninguém”. Voltando ao Neruda, ele escreveu um livro chamado Cem Sonetos de Amor, no qual os versos citados acima – e mais uma centena de outras pérolas que devem ser lidas - estão presentes. Neruda pegava todo mundo. Talvez mais do que o Paulo Coelho. Com certeza bem mais do que o Augusto Cury.
Escrever sobre amor não quer dizer nem que alguém faça pouco sucesso com as mulheres, nem que faça mais, simplesmente quer dizer que o cara gosta de falar o que acha irresistível em uma mulher. Não há nenhum crime nisso, é bem aquele lance de “eu podia estar matando, roubando, mas to aqui escrevendo umas coisas pra ver se deixo alguém feliz”.
Não é meu objetivo nesse texto fazer com que todos comecem a escrever sobre amor e nem que aqueles porventura escritores de outros gêneros passem para o meu lado da força. Longe disso, cada macaco no seu galho, escrever tem que dar prazer e este só vem quando a gente escreve sobre algo que se sente em casa para falar. O fato é que eu me sinto em casa para falar de amor, fazer o quê? Eu gosto de escrever para alguém e ficar imaginando esse alguém sorrindo branco lendo alguma coisa que o meu coração sorriu pensando nela. É como se fosse uma transmissão de pensamentos, trocando os pensamentos pelos sorrisos.
Para vocês, que julgam aqueles que, como eu, gostam de falar dos seus sentimentos em forma de letras, meu conselho é que sejam mais leves. A leveza é uma forma raríssima e extremamente preciosa de inteligência, dêem uma chance para ela. Àqueles que se sentiram homenageados ou defendidos nesse texto, peço-lhes que continuem. O mundo é mais bonito conosco.
Escrever sobre amor é como entrar na mente da pessoa amada e colocar uma balinha de goma lá dentro. Todo mundo ama balinha de goma.
Thursday, March 24, 2011
Da existência
Esse texto serve também para os torcedores do E.C. Pelotas.
Lembrei-me hoje de um professor do ensino médio. O cara simplesmente não conseguia aceitar o fato de que, em pleno mundo globalizado do século XXI, boa parte da população pelotense fosse torcedora do Brasil de Pelotas. Segundo ele, não havia sentido torcer por um time que, ano após ano, década após década, continuava na mesma situação: Lutava para não cair da série A do Campeonato Gaúcho e, quando enfim caía, começava então a digladiar para voltar à condição anterior, assim, formando um ciclo sem fim.
Na hora não me ocorreu, pois eu estava realmente impressionado com o besteirol que havia sido cuspido, mas agora, revendo a situação, me lembrei de que o tal professor era fumante – e daqueles ferrenhos. Assim como todas as outras pessoas portadoras desse vício, o tal sabia de todos os males que o cigarro poderia trazer à sua saúde. Sabia das chances maiores de um câncer e sabia até que suas mãos fediam. Mas, assim como todas as outras pessoas portadoras desse vício, ele continuava fumando. E por quê? Simples. Mesmo motivo pelo qual eu sou apaixonado pelo Brasil de Pelotas. O cigarro, independente de todos os defeitos, trazia algo de bom, de prazeroso para ele.
O mundo não é perfeito e as pessoas também não são. Se fossem, o Barcelona seria o time com a maior torcida do planeta, ganhando com folga do Flamengo. O clube espanhol ganha todos os títulos, tem os melhores jogadores e passa longe de segundas divisões dos campeonatos que disputa. Porém, para a alegria das agremiações menores e para a graça maior do mundo em que vivemos, a paixão de um torcedor pelo seu clube não está nos feitos e nos canecos conquistados por este. Está no seu vício. E o vício é o primo da paixão que, assim como seu querido parente, não tem e não precisa de explicações maiores para a sua existência. Simplesmente existe. Assim como todos nós.
A propósito, o meu professor torcia para o Palmeiras.
Sunday, February 13, 2011
Ô, companheira
Os teus olhos falam. Gritam. Chamam-me. “Vem, Carlos, vem beijar-nos para fecharmos felizes e descansados”, dizem. E, como se expressassem palavras mágicas, me hipnotizam e é um crime inafiançável quando deixas teu cabelo negro por cima de um deles, querendo que as outras mulheres do mundo tenham alguma chance. Mas elas não têm. A graça toda é tua e ela, assim como eu, não é de mais ninguém. Sendo só teu, não tenho escolha quando me olhas irresistivelmente como um cachorro labrador pidão, que dá a pata e coloca a cabeça entre nossos braços pedindo carinho. Vendo teus olhos assim, nada mais posso fazer do que massagear teu cabelo, ver teus lábios sorrirem docemente até o momento em que deitas em meu colo e, mesmo após teus olhos fechados, sigo te fazendo carinho, porque já não é para te fazer feliz que o faço. É por mim. Enquanto uns alcançam o paraíso com morfina, eu, mero mortal, ando em nuvens quando passo levemente minha mão em tua face lisa. Tão benevolente és que a ONU em breve chegará a tua casa e pedirá para doares teu olhar a fim de ser utilizado como apaziguador de conflitos éticos. Sempre que Israel resolver atacar a Palestina, chamar-te-ão para, com esse olhar irresistível de cão labrador querendo carinho, pedires que parem com essa bobagem de briga. É o amor, é o amor.
P.S.: Texto mais doce que doce de batata doce
Sunday, December 12, 2010
Da loirinha que não gosta de mim
Olha só, menina que não gosta de mim, tu estás fazendo tudo errado. E sabes por quê? Esse ar de “não gosto de muitas pessoas” é só um escudo fracote e que eu vou ter o maior orgulho de furar com a minha espada medieval banhada em simpatia. Eu sei que a tua luta é grande, mas essa tua pele branca e os olhos puxadinhos não te deixam fingir. Podes até abdicar dos óculos às vezes, mas uma vez míope charmosa, pra sempre míope charmosa. Esse teu cabelo loirinho até te dá um ar de patricinha chata, mas eu acho que tu és uma florzinha e eu quero te dar apelidos como se eu fosse o Vinicius e tu a minha dona do Nounouse, que é pra falares pra ele os motivos por não gostar de mim, aí depois ele me contar tudo pra eu melhorar e te impressionar. E essa história não é aquele clichê de frase de MSN “tudo o que eu quero, eu consigo”. Não, eu até mesmo não consigo muita coisa, mas tu és tão chatinha que eu tenho que fazer-te esse favor de juntar teus pés aos meus.
Quanto mais te esquivares de mim, mais perto eu vou querer ficar. E eu sou chato pra cacete.
Sunday, December 05, 2010
Insensato conselho
Baseado na obra de Almir Guineto
Óh, insensato destino, pra que tanta desilusão no meu viver? Eu quero apenas ser feliz ao menos uma vez e conseguir o acalanto da paixão. Fui desprezado e magoado por alguém que abordou meu coração. Fui desprezado e magoado por alguém que abordou meu coração! Destino, porque fazes assim? Tenha pena de mim. Veja bem; não mereço sofrer. Quero apenas um dia poder viver num mar de felicidade.
Com alguém que me ame de verdade.
Deixe de lado esse baixo astral! Erga a cabeça, enfrente o mal que agindo assim será vital para o seu coração. É que em cada experiência se aprende uma lição. Eu já sofri por amar assim: Me dediquei, mas foi tudo
Thursday, November 25, 2010
Something
Olha, eu não quero parecer um exibido, mas, se de fato há muita beleza na tristeza de um apaixonado, eu contribuí um bocado para um mundo com mais passarinhos verdes cantando nesses últimos meses. Sofri, rasguei, corri atrás e, se alguém, depois disso tudo, ousar me chamar de fraco, certamente passou por essa vida e não viveu. Pode até ser mais, mas sabe menos do que eu.
Fui achando que o amor era uma ciência exata e todos esses clichês que vocês vão pensar agora e eu não vou escrever aqui somente pra fazer volume. Eu sabia que estava errado. Mas continuava. Porque, leitores, assim como ela provavelmente não soube como parou de pensar em mim, eu também não sabia como parar de pensar nela. Me atirei assim de trampolim e fui até o fim, um amador. Em todos os sentidos. E agora espero por um novo tempo, de ter uma pedra no meu peito, exigir respeito e não ser mais um sonhador. Talvez, daqui um tempo, eu mude de calçada pra agarrar uma flor. Por enquanto, só quero me embriagar pelas calçadas mesmo sem ter quem venha logo me curar quando chegar de porre da boemia. E, se já não sinto os teus sinais, a vida vai ter de se acostumar com a tua ausência. Porque o meu lutador de Street Fighter ficou com só dois de vida e eu preciso dormir no meu colchão duro.
Fiz uma fotografia dela e guardei no meu pobre coração, que é pra ele bater forte e me deixar vivendo mais. E agora eu vou partir. Para onde? I don’t know, I don’t know, You stick around now it may show.
Wednesday, November 17, 2010
A Menininha
Vou contar uma história: Eu sou muito doce e esperto. Eu amo quando a minha menina sorri depois que eu tiro o tempo dela. Ela fica parecendo uma criancinha, o sol abre em meio à chuva e eu, sem mais opções, tiro o tempo dela mais uma vez que é pra tudo começar de novo. E no fim, eu sorrio também porque os nossos sorrisos são amiguinhos de infância. O que mais? Sim, ela é um amor, uma flor e eu tenho que disfarçar pra não correr e abraçar ela pra sempre. Pra sempre. E, na verdade, eu nem a amo de verdade. Na verdade de verdade, são outros olhos que o meu coração não pode nem ver que dispara. Mas essa menina é bem espertinha também. Sabe que eu gosto quando ela fecha os olhinhos e balança o rosto como rindo ironicamente de uma brincadeira minha. Ela sabe disso. Sabe e faz porque eu gosto. E ela quer me roubar. E a gente não deve resistir a assalto.
Friday, October 15, 2010
Sim
A gente estava de mãos dadas. Sem beijo, nem abraço, eu só peguei a mão pequena e macia dela e fui correspondido. Não olhei para dar uma disfarçada, mas vi que ela me olhou sorrindo com aqueles olhos coloridos. Até os nossos passos sincronizaram-se, porque o mundo era todo nosso e existia apenas pra gente ser feliz. A gente sentou no planeta – mais precisamente na grama verdinha – e fizemos nosso piquenique em cima da toalha (aquela mesma que você, leitor, está imaginando). Sem beijo. A gente ainda era só “amizade coloridinha”, uma coisa bem infantil mesmo, mas a gente sempre foi meio criança. Eu sempre fui meio Miguelito e ela... bem, ela era bem cabeça, mas não era morena o suficiente pra ser Mafalda. A verdade é que a gente era os nossos próprios personagens. Eu comecei a tocar violão porque ela gosta de homens com sobrancelha grande e que tenham uma veia musical. Ela nunca fez nada exatamente por mim, mas, pro piquenique, comprou o doce que eu disse no Twitter que sou fã e tenho certeza que foi pra me agradar. Só quando notei isso é que cheguei perto de seu rosto para beijá-la. Fechei os olhos mais com medo de perdê-la para sempre naquele momento do que por estar emocionado ou por curtir o momento. Mas ela botou a mão – pequenina – no meu rosto e me correspondeu. Aí eu fechei os olhos de vez. O nosso dia foi pintado com lápis de cor aquarela.
Sunday, September 26, 2010
A Ana (Parte 1 de algumas)
I
Ana acordou. Levantou e não calçou nada. Acariciou os cachos do cabelo, mostrou os olhos verdes pro mundo e sorriu. Não, Ana sorriu feliz. Pensou consigo mesma: “Com o perdão do clichê, a maior caixa de surpresas que existe é uma manhã antes da gente abrir a janela”.
II
Ana tomou achocolatado e arregalou os olhos. Deu bom dia pra sua gata, suspirou e levantou-se. “‘Ou se’ é a expressão mais libertadora do mundo”, pensou. Depois de fazer o que queria, foi para o trabalho.
Talvez Ana fosse feliz. Preferiu ser. Olhou para o céu azul que valentemente aparecia na janela do escritório, saiu e bateu ponto na vida. Ponto para Ana, aquela moça bonita do cabelo enrolado meio ruivo meio rubio e dos olhos com cor de embalagem de Guaraná Antártica. Andou e, com o sol abraçando-lhe, não sentiu o clichezão “andando nas nuvens" por estar feliz com alguma coisa. Ana é muito importante para ser "alguma coisa". Ana é especial, Ana anda em travesseiros fofos, porque essa história de nuvem não existe. Andou pelas ruas da cidade grande esbanjando morangos e se sentiu como uma daquelas mulheres de propaganda de absorvente. Neste minuto, Ana atingiu o grau máximo de preocupação nenhuma.
III
Recordação
Ana conhece Valentin, mas na verdade queria mesmo era conhecê-lo. Ele é aquele rapaz que todo mundo já viu por aí. Faz-se de misterioso porque não tem nada de mais interessante para apresentar, então não apresenta nada e recebe essa fama. A Ana sabe disso. Mas, ela também é assim e, ao mesmo tempo em que isto lhes junta, os distancia. Porque um fica tentando adivinhar o que o outro está pensando e, pessimistas que são, ficam cheios de paranóias com sabor de marshmallow. Eles já se encontraram em diversos sonhos de flauta, mas pausaram a música porque era boa demais. E aí ficam quietos.
Mas a Ana não quer pensar nisso. O dia está muito primavera, ela só quer andar em travesseiros fofos e esbanjar morangos por aí. A Ana só quer ser abraçada pelo sol quentinho. E ela se entrega a ele. Abre os braços, sorri e diz “vem cá, meu nego”. E o pensamento e o coração da Ana apostam corrida pra saber quem está mais tranqüilo e mais bala-de-goma. A atmosfera é totalmente “I see trees of green, red roses too I see them bloom for me and you and I think to myself, what a wonderful world”. A Ana está exatamente onde queria estar.

